Representantes de Silva Jardim e de outras cidades do interior do Rio, participaram do II Encontro do Observatório da Reforma Psiquiátrica da Baixada Litorânea, realizado no campus da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Rio das Ostras. Durante a reunião, no último dia 27, foram debatidas a estruturação dos dispositivos que compõem a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), os cuidados aos doentes mentais, entre outros assuntos.

O trabalho é uma iniciativa do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que faz uma análise da situação da rede de saúde mental da baixada litorânea do estado. O projeto também tem a finalidade de buscar associação da universidade com o usuário, seus familiares, assim como os trabalhadores de toda a rede de saúde mental.

Idealizado por um grupo de estudantes do mestrado em Atenção Psicossocial da UFRJ, o Observatório busca parcerias no aumento da qualificação e ampliação de acesso, além da humanização para as pessoas que são portadoras de doenças mentais.

A psicóloga e coordenadora da Raps do município, Renata Martins, afirmou que Silva Jardim apresenta a maior cobertura da Rede, comparada com as nove cidades que compõem a baixada litorânea, conforme a análise da UFRJ.

“De todos esses municípios que estão sendo estudados, Silva Jardim apresenta uma maior estruturação da rede de saúde mental. [...] Quando a gente levou o nosso trabalho para a universidade, para construir a parceria, foi muito positiva a nossa participação”, argumentou Renata.

 

Os nove municípios que compõem a baixada litorânea do Rio, conforme a divisão utilizada pela UFRJ, são: Araruama, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Casimiro de Abreu, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Rio das Ostras e Saquarema. Ainda conforme a divisão, Silva Jardim pertence a Metro II e Macaé a Região Serrana.