Afetada pela recessão econômica do Brasil e a queda nos royalties do petróleo, a arrecadação de Silva Jardim teve uma queda de 14,6% no primeiro trimestre de 2016. O percentual de perda representa aproximadamente R$ 5 milhões de perdas na arrecadação nos meses de janeiro, fevereiro e março. No primeiro trimestre de 2015 a arrecadação foi de aproximadamente R$ 33 milhões já no mesmo período de 2016 a arrecadação caiu para pouco mais de R$ 28 milhões.

Se a arrecadação seguir neste ritmo de queda, a arredação pode ter perdas reais de quase R$ 20 milhões em 2016, com isso o Governo Municipal já estuda medidas para readequar os gastos públicos e o orçamento para continuar pagando os servidores em dia e manter os serviços essenciais. “Até agora o morador de Silva Jardim não tem sentido os efeitos da crise, pois no início de 2015 tomamos algumas atitudes para contenção de despesas como a redução de 20% do meu salário, do vice-prefeito e secretários, congelamos o 14º salário, reduzimos os contratos, enfim várias ações para conter gastos. Este ano retiramos o vale alimentação dos cargos comissionados, mas mantemos o dos efetivos, continuamos oferecendo o transporte de tarifa zero e mantivemos o desconto de 50% no IPTU. Mesmo com a queda na arrecadação estamos entregando obras: Escola de Vargem Grande, Ponte em Bananeiras, Novos Postos de Saúde em Cidade Nova e Juturnaíba, Novo Ginásio, Nova Emergência, Arena de Eventos, e além disso estamos executando serviços como o Projeto Lona na Lua que atende a mais de 200 jovens com aulas de teatro, dança, música e circo, continuamos com a distribuição de cestas básicas, estamos entregando mais de 100 próteses dentárias, estamos realizando um processo seletivo para projeto esportivo que atenderá mais de 500 pessoas e criamo na semana passada o Plano de Cargos e Salários, enfim, o trabalho está sendo realizado mesmo com queda na arrecadação.” disse o prefeito Anderson Alexandre.

 

A queda na arrecadação no primeiro trimestre foi puxada pela redução de mais de 18% nos repasses dos royalties do petróleo, 5% no Fundo de Participação dos Municípios, 85% de queda nos repasses do Fundo Nacional de Assistência Social e redução de 19% dos repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino.